20151119

A relação entre Arte e Política.

Esse vídeo é uma demo das entrevistas realizadas por mim para a minha pesquisa de mestrado no Museu de Arte Contemporânea, na USP. Foram entrevistados especialistas ligados ao tema de Arte e Cidade, Arte e Política: a arquiteta e urbanista, Raquel Rolnik, o pós doutorando em ciência política, Acácio Augusto e o autor do livro "Insurgências Poéticas. Arte Ativista e Ação Coletiva.", André Mesquita. 
No decorrer da pesquisa foram entrevistados seis integrantes do Organismo Parque Augusta e nesse vídeo constam apenas três entrevistas com Ana Dulce Pitan MaraschinHenny Freitas e Mariana Ribeiro
O vídeo será montado por completo até o ano de 2016, data prevista para o término do meu mestrado.

https://vimeo.com/140375331

20130902

Mediação, Mediações...

Sábado, dia 31, foi o primeiro dia do curso "Mediação na Arte e na Cultura", no Itaú Cultural, com o professor José Marcio Barros.

Deixo disponível minhas anotações de aula. Em breve será disponibilizada essa aula no youtube. Assim que tiver o link, posto aqui no blog. 

Trânsito entre concreto e abstrato = mediação

No caso desse curso, a mediação não é só o objeto, é o contexto. O processo já é uma mediação.

Mediação nas instituições:

Esquecer essa idéia que mediação é um trabalho civilizatório. Repensar isso.

Cultura como adjetivo - acrescenta algo a uma outra.
Cultura como substantivo - é a própria coisa.

Como adjetivo:
Obj: Promoção da instituição.
Prioridade: a missão da instituição
Mediação: Instrumental e oportunista.

Como substantivo:
Obj: os direitos culturais
Prioridade: a dinâmica cultural
Mediação: processual e finalística.

A mediação: capacidade de ouvir e trabalhar c / público. Para de trabalhar com público-alvo e consumidor. Dar voz ao público para que ocorra a mediação. Mediação apenas de um "lado"não é mediação. 
As instituições organizam um programação e depois utilizam estratégias de marketing e divulgação para atingir o público-alvo, sendo que, para ocorrer a mediação, que é um processo, o público teria que ser ouvido nas suas intenções, entendimentos, cultura, e a programação ser feita pensando nos aspectos relacionados ao público. É quase um estudo antropológico.

A cultura ainda é uma paisagem insuficiente.

3 riscos o conceito de mediação:
- A naturalização do conceito - entre 2 coisas.
- generalização das práticas - p/ alguém.
- a redução a práticas educativas - pedagogização.

Etimologia:
intercessão: agir por
interposição: colocar-se entre
intervenção: agir entre
Mas ainda não são suficientes.

Mediação - agir com e agir entre: Sujeitos, contextos e situações.

A mediação não cabe apenas nas ações educativas. Mas o educativo cabe na mediação.

Enquanto a mediação estiver condenada ao educativo das instituições, não haverá a "verdadeira" substantivação da mediação. Ou seja, nas instituições cabe ao educativo a relação, preocupação e palavra c/ o público. Enquanto curadores e artistas estão no pedestal.

Mediação - conjunto de ações que se realiza na esfera pública e que se configura com conexões entre ações sociais e representações.

Pressupõe reconhecimento:
- da natureza comunicativa da cultura
- da natureza cultural da comunicação e
- da condição ativa dos sujeitos em processos de interação

Todos são responsáveis pela cultura dentro de uma instituição. Isso é mediação. É algo mais amplo. Abarca um conjunto de sujeitos, contextos e situações.Nesse caso, o público "ajuda" na formação da programação cultural.

Política não é apenas para ps artistas e para a arte. É para o público também.

Não adianta baratear o preço do espetáculo, sem pensar tbm na mobilidade (horário e acesso ao transporte público). O público tem que ter acesso aos bens culturais.

A mediação não pode ficar restrita ao educativo, nem ao pedagógico.

Processo de mediação - includente ( e não excludente e civilizatório).

Tom Zé - modelo de mediação - propostas que horizontalizam. (sem hierarquia entre artista e público)

P/ Antropologia:

Cultura é ela própria um processo de mediação. A mediação é um pré requisito para a condição humana. Ou seja, Ninguém escapa da mediação.

Não somos nós (agentes culturais) os únicos responsáveis pelos processos de mediação numa sociedade.

Na Comunicação:

P/ Mc Luchan - O meio é a mensagem.

Martin Barbero - Passamos dos meios à mediação, das mensagens à interação.

José Luis Braga - 3 subsistemas de Com. :
                           emissão
                           recepção
                           resposta social ( o que se faz com)

Mediação como processo de CIRCULARIDADE.

As instituições vão criar mediações para dialogar com as mediações externas (que já acontece naturalmente na sociedade)

A mediação refere-se ao espaço simbólico ou representativo da emissão, recepção e resposta social.

Mediação não é instaurar algo e sim, criar algo que dialogue com a mediação externa.

EMISSÃO, RECEPÇÃO E RESPOSTA SOCIAL:  é circular
                                               ou seja
                                                       a mediação é circular - um processo aberto


Mediação - são as articulações entre práticas e representações de diferentes tempo-realidades e matrizes culturais.

Mediador - produzir sentido de não significado através de uma obra.

Mediação - atividade de produção de sentido. E não de disciplinamento de comportamento.

Mediação = ESPAÇO DE TENSÃO

Se através da linguagem se faz a transição do sensível para o inteligível, por meio da mediação, o trânsito entre o Eu e o Outro se realiza.

Linguagem: verbal, corporal e escrita.

POLIFÔNICO.

Mediação - circulação de sentidos nos sistemas culturais. Simultaneamente significações individualmente codificadas e sentidos socialmente produzido.

Cultura = individual + social (coletivo)

Ainda, mediação é reduzir a distância entre sujeitos e objetos de sentido.

O mediador é, ou deveria ser, todos da instituição, do curador ao segurança.

CULTUAR = Igreja
CULTIVAR = Centro Cultural

Aliás, o público não pode ser mediador?

De espaço instituído, para espaço instituinte (Deleuze e Guatarri).

Suspende as fronteiras entre o ordinário do cotidiano e o simbólico.

Mediação - diz respeito as formas de apropriação que se dão tanto por aproximação quanto por estranhamento. (permitir o estranhamento)

Mediação - DIALOGA / TENSIONA

Mediação é espaço de trânsito entre sujeito e situações.

Modelos de mediação que respeite as diferenças.

3 níveis de diálogos culturais: (tridimensionalidade)
INTRACULTURAL
INTERCULTURAL
TRANSCULTURAL

Com Jean Baudrillard em Simulacros e Simulações. Vocês estão preocupados em acionar "hipermercados culturais"ou preocupados  com direitos culturais.

Com Pierre Boudieu, conceitos de capital cultural e habitus que, nos contextos onde "falta"cultura, também falta a percepção de sua falta.



A mediação proposta por José Marcio Barros eu chamaria de anarquia mineira, ou é uma visão de primeiro mundo, onde as hierarquias são horizontalizadas. Faria parte de uma política cultural, caso existisse aqui no Brasil.

20100808

Banco Palmas


Iniciativa de crear una moneda comunitaria local. 


Hace pocos meses los del banco crearon una pousada en el barrio para
atender a todos los periodistas que vienen a saber más de cómo
funcionan, antes debían quedarse en el centro de Fortaleza, a 25 km.

Lo que cuentan es fascinante, empezaron los primeros en el 98, ahora
llevan la red de bancos comunitarios de Brasil y tienen un crecimiento
exponencial: en el 2009 había 34 bancos, ahora son 51 y a final de año
serán 100. Cada banco con su propia moneda local, que se usa sólo en
pueblos o barrios pequeños. A pesar de ser pequeños, fueron procesados
dos veces por el banco central de Brasil porque los veía como una
amenaza para el real. Ahora han conseguido llegar a un acuerdo para
seguir funcionando sin problemas, y hay un proyecto de ley que les
daría mucha más fuerza.

De forma simplificada para abreviar, se trata de una iniciativa que
reinventa el dinero para utilizarlo de forma social para ayudar a los
pobres, siguiendo principios contrarios al capitalismo. Incluso hay
economistas que anticipan que éste será el modelo a seguir cuando la
crisis haga quebrar al sistema con sus monedas oficiales: el dinero de
las monedas locales no se puede usar para especular en los mercados
financieros, ni en la bolsa, ni enriquece a las grandes
multinacionales, ni sirve para acumular grandes riquezas. O sea, se
utiliza sólo para lo que se creó el dinero inicialmente, que es ayudar
a efectuar el trueque. Ayuda a crear riqueza, y no a destruirla como
las monedas oficiales, incentiva la cooperación y no la competencia.
Fue un sistema que se desarrolló en la crisis de Argentina aunque ya
hubo experiencias anteriores (Ya en 1694 un consejero del rey Luis XIV
escribía que para que un país sea rico no es necesario mucho dinero,
sino que el mercado fluya permanentemente, sin alentar el ahorro.
Después en 1930, Silvio Gesel creó la teoría de funcionamiento de
estas monedas). En Argentina funcionó bien durante 15 años, y se vino
abajo en sólo 15 días por culpa de un grupo o un municipio que al
falsificar la moneda hizo perder la confianza. Para protegerse de este
peligro en el sistema de Brasil han establecido la paridad con el
real, o sea una moneda comunitaria (palma, par, bem...) vale lo mismo
que un real. El banco además da prestamos en palmas o reales, en
palmas no cobra intereses. El objetivo es que crezca con la ayuda de
los pobres, son los pobres que se ayudan entre sí. Ahora sólo hay unos
50.000 palmas circulando en el barrio, pero según Joaquim dice, no es
sólo la cantidad que hay que mirar sino la circulación.

El banco está en la sede de la asociación de moradores del barrio, y
ésta es sólo una de las iniciativas que han tenido desde el 73. En esa
fecha el gobierno de la dictadura decidió desalojar a familias pobres
de pescadores de la zona costera de Fortaleza donde quería construir y
especular. Llevó a las familias en varios camiones y los abandonó
cerca del que era entonces el basurero de la ciudad, en el campo sin
indemnización, sin casas, sin electricidad, sin agua potable, sin
alcantarillado, sin nada de nada. La gente supo organizarse para
reclamar servicios y construir ellos mismos sus casas y un canal de
drenaje, ahora tienen una radio comunitaria, una escuela de circo, una
guardería, una empresa de ropa, de productos de limpieza, una banda de
música, etc.

Sólo entrar en el banco impresiona, hay una tienda de productos
fabricados en el barrio, un gran retrato del Che, los talleres de
costura y productos de limpieza y las oficinas donde encontré a un
vasco que está aquí con un programa de cooperación de una ong. Uno
puede moverse tranquilamente por dentro, sólo hay un vigilante armado
junto al cajero del BB (en reales, claro) Bueno termino, podéis leer
más aquí:

http://www.youtube.com/watch?v=h8YLFKr7lZs&feature=related

http://www.economiasolidaria.org/noticias/monedas_sociales_crecen_y_fortalecen_las_economias_locales_en_todo_el_pais

20100630

REVERBERAÇÕES 2010 - 4º EDIÇÃO



REVERBERAÇÕES acontece a cada 2anos, desde 2004.

Mostra de videos CIRCUITOS COMPARTILHADOS, encontros para o MAPA SOBRE RUPTURA e TRANSFORMAÇÃO, exposição do ACERVO CORO, entre outras atividades!

Festival de Cultura Colaborativa, com foco em arte, ativismo e processos coletivos de trabalho e criação.


FAÇA SUA INSCRIÇÃO GRATUITA PELO SITE:


Cultura Colaborativa baseia-se no conceito de que o fazer criativo se dá pela informação e conhecimento livre e compartilhado. Trata-se de um encontro aberto e participativo, que articula e agrega diferentes profissionais que trabalham com novas metodologias, processos coletivos de criação e/ou iniciativas culturais colaborativas atuantes no Brasil e no exterior. 







O Reverberações agrega princípios como: colaboração, autogestão, autonomia e inter-independência na produção atual das artes visuais e cultura brasileira. Isso prevê a arte também em relacionamento com a ecologia, política, questões sociais, economicas e de trabalho, entre outros.











De: 7 a 10 de julho de 2010.






Gratuito!






local: Espaço Matilha Cultural






Rua Rêgo Freitas, 542 - República - SP













Design Cultural e Realização: Nexo Cultural Agencia de Design Cultural e Sustentabilidade





















20100414

Heyk Pimenta

O artista profissional para sê-lo tem que conhecer quantos arcabouços instrumentais? 1 - O de ser artista, conhecer técnica e poéticas que envolvam seu ofício de criar lugares mentais e categorias de pensamento, objetos de contemplação estética e de reflexão, o artista tem que ser um atualizador de potencialidades virtuais. 2 – O de ser projetólogo, pelo advento nos últimos vinte anos de um mecanismo de financiamento à arte que tem cara de mecenato, mas no fim a financia com dinheiro público e que exige justificativas, contrapartidas, objetivos e apresentações em um novo idioma, o da projetologia. 3 - O de relações públicas, deverá ter boa relação com captadores de recurso, advogados e contadores, e claro, marqueteiros das empresas, que no papel são as, financiadoras da arte no Brasil. Nenhum desses caras citados tem qualquer coisa a ver com o mundo da arte, porém se colocam como intermediários instrumentais para a viabilização dos processos artísticos, sim cobram pedágio, e acredite eles e não os artistas foram os que mais lucraram com esse mecanismo que vem junto com a democracia no Brasil, recente. 4 – O de professor, ainda assim: sabendo ser artista, projetólogo, relações públicas, o artista não paga suas contas na íntegra, e precisa dar aulas: de auto cad, de dança, de violão, oficina de poesia, pintura, edição de vídeos, e aí cumpre ainda um outro papel: o de formador de público crítico ou interessado no mínimo, para contemplar as artes que ele, o artista desenvolve, mesmo que esse aluno não venha a ser assim tão artista quanto seu professor.

O artista então, mesmo formando alguns interessados no ofício acaba sendo além de tudo isso, público. Ele é a maior parcela presente no cinema de autor, nos espetáculos de teatro e dança contemporâneos, o único que lê autores vivos, o único que escuta música instrumental e experimental, o único que vai a galerias e assiste a performances. Logo, o artista se torna além do já exposto, o cliente final de todo o processo artístico. Pesquisa sua linguagem para desenvolvê-la e tem suas questões para com elas oferecer essas tais novas categorias, para isso bate projetos, projetos que nem o pagam bem, e nem formam público, então dá aulas para completar o orçamento e acaba criando aluninhos que vão vê-lo se apresentar, tudo isso para que o artista possa fazer arte. E no fim o artista na plateia olha o espetáculo do outro artista e pensa: esse cara não entendeu nada, com isso não vai tocar ninguém. Acho que outro ponto precisa ser incluso: 5 - o de interlocutor, dada a fragmentação da contemporaneidade; todos falam línguas outras e ninguém se entende, e nem se sente inquieto com as inquietações do outro.

Talvez essas novas já velhas e caducas condições para o exercício do ofício artístico sejam um jeito pra fomentar pesquisas artísticas em profundidade, pra formar olheiros pra arte, pra encher bolsos de advogados, para fazer o artista ir ver o amigo artista no seu espetáculo, mas acho que falta alguma coisa.

20100327

Exposição Lambe-lambe

Começa dia 28 março, domingo, as 10:30
Termina dia 27 de abril, as 17:50
Local: Quiosque 8 - Parque da Água Branca. Av. Francisco Matarazzo, 455.



O lambe-lambe é uma imagem essencialmente nômade. Daí resulta sua grande versatilidade e a desenvoltura com que transita entre espaço público e privado – característica que o coloca em posição singular e privilegiada, no contexto da reflexão artística contemporânea. Obras idênticas vão sendo transformadas pela cidade: em cada nova locação, signos urbanos interferem em seu conteúdo, sugerindo diferentes leituras. 

O lambe-lambe vem se tornando, cada vez mais, um campo fértil à experimentação gráfica, abarcando xilogravura, stencil, desenho, fotografia, tipografia e imagem digital. O laboratório dessa experimentação pode ser pensado como uma continuidade entre atelier – ou computador – e cidade. Nisso ele se diferencia daquelas manifestações de arte de rua cuja elaboração se dá, exclusivamente, no corpo-a-corpo físico com a metrópole. O processo de elaboração do lambe-lambe tem outra natureza, inclusive por que ele é concebido para um campo pré-determinado e restrito – a folha de papel. 

Na sequência de eventos que o Coletivo Água Branca vem promovendo, a ampliação de diálogos no âmbito da arte pública tem sido o foco central. É o que acontece, também, com a exposição LAMBE-LAMBE – mostra pensada como evento paralelo à comemoração do dia do graffiti. Nela colocamos em destaque a força da imagem gráfica concebida para o muro urbano – uma força que será potencializada, nesse projeto, pela diversidade de abordagens, realizadas por artistas de diferentes formações e procedências. Durante um mês, imagens nômades acampam no parque da Água Branca, interagindo entre si e propondo ao público uma reflexão sobre vida e arte na metrópole paulistana.


20100325

Coran Can por Nick Walker



A pintura acima foi feita no Quai de Valmy, no centro de Paris. É em resposta à decisão de Sarkozy de proibir a burka. 
 Nick: "É particularmente tenso em Paris, estão entre as eleições e a reação deve ser bastante forte. A polícia descobriu o grafite 30 minutos depois de ter sido concluído e não esperamos que ele continue a longo prazo". Depois de meses de disputas, o governo acredita estar a apenas alguns dias de ratificar a proibição.

20100324

Homenagem a Ozeas Duarte


27 de Março é o Dia do Graffiti.

E em comemoração haverá uma programação especial:

Evento de abertura, dia 26 março, a partir das 19h.
Local: Ação Educativa  (Espaço Cultural Periferia no Centro)
Rua General Jardim 660 - Vila Buarque. ENTRADA FRANCA.


INTERVENÇÕES NA CIDADE

Dia 27 de março
Rua Maria Borba e entorno - Vila Buarque

Dia 28 março
Rua Santo Antônio - Bixiga (DGT Filmes)
Quiosque 8 - Parque da Água Branca



20100323

Atack a mural: OSGEMEOS, NUNCA, NINA, Finok, e Zefix

"R$ 200.000 em Maquiagem e a Cidade em Calamidade" foi a frase pichada, no dia 18 março, no mural que os grafiteiros OsGemeos, Nunca, Nina, Finok e Zefix pintaram na Avenida 23 de maio.



A prefeitura de São Paulo gastou no painel R$ 200 mil reais entre gastos com tinta e cachê para os grafiteiros (30 mil reais para cada), sem contar o gasto com verniz anti pixação que facilitou a limpeza do muro, removendo os pixos em cinco horas após a ação, na mesma madrugada a prefeitura mobilizou uma equipe com dois guindastes para limpar o painel.


Há quem compare a agilidade da prefeitura para apagar a pichação no mural ao ocorrido no Jardim Pantanal, bairro pobre da Zona Leste, em que o Prefeito Kassab demorou mais de um mês para tomar uma providência em relação às enchentes que o bairro sofreu e continua sofrendo, sempre que chove. Sem contar as várias outras necessidades que a cidade tem e demoram para ser atendidas ou não o são.

A discussão também ocorre no âmbito do grafite, Cripta Djan:


"Desde o nosso primeiro ataque, o propósito foi o de resgatar o lado contestador da Pixação que estava perdido e inserir o movimento em uma discussão no meio artístico, começamos pelo meio acadêmico que acabou rejeitando a tese de RAFAEL PIXO BOMB que defendeu em seus quatro anos de estudos na Faculdade de Belas Artes, a Pixação, como forma de expressão artística.



A Galeria Choque Cultural sempre disse ser a única representante da arte de Rua do Brasil, e que não tinha preconceitos com nenhum tipo de expressão urbana, então demos a eles uma verdadeira exposição de Pixação dentro do contesto do movimento que é a ilegalidade, a resposta deles foi prestar uma queixa crime na policia. 


A Bienal foi um convite da própria curadoria que declarou que a Bienal daquele ano (Em vivo contato) estava aberta para intervenções urbanas, e a resposta deles foi mandar a Pixadora Caroline Piveta da Motta para cadeia.

Os atropelos aos painéis de Grafites autorizados e financiados e uma cobrança a conduta dos Grafiteiros que se renderam ao sistema e assassinaram o espírito marginal do Graffiti, pois o verdadeiro Graffiti nasceu na ilegalidade e sempre se apropriava de espaços públicos de forma ilegal, alem disso o Graffiti passou a ser usado como antídoto contra a Pixação, já que os donos dos muros empresários e Governantes perceberam que locais Grafitados não eram pixados."




Veja fotos do grafite e da pichação:



20100321

Vídeo Intervenção Privadas - Coletivo HUNNO

http://www.youtube.com/watch?v=Gez4l136KX0

Montar com vasos sanitários encontrados em caçambas de lixo, a imagem de uma flor. Cada vaso uma pétala. O miolo da flor, um carretel de fio contendo fotos das privadas nas caçambas de lixo.
Dentro das privadas serão plantadas hortaliças (hortelã, salvia, arruda, alecrim, orégano).

Objetivo:
Refletir sobre a reciclagem, que se fala muito e se faz, realmente, muito pouco. E trabalhar com a troca de sentidos, estes criados e adquiridos pela sociedade.
Será que você comeria uma hortaliça plantada em um vaso sanitário, vaso este que você mesmo descartou no lixo? 



“Um ato consciente de uma vida deliberadamente bela”. Objetivo é TRANSFORMAÇÃO.

 Hakim Beys, autor de Caos: Terrorismo poético & outros crimes exemplares.

A Intervenção das privadas buscou nesse livro a inspiração para criar novas associações imagéticas, uma troca de sentidos e de sentidos de objetos. As privadas deixaram de ter sua função usual, para alojar vidas e formar uma nova imagem, uma flor. Por sua vez, as hortaliças (comestíveis) estão plantadas em vasos sanitários, lugares estes, que costumamos eliminar o que comemos. Há uma liberdade de sentidos e de sentir.

“O Caos nunca morreu”

20100203

Galeria Bijari - Acervo Mariah Leick

Arte no Feminino Plural e Galeria BijaRi convidam para a exposição do Acervo Mariah Leick. São obras de diversos artistas reunidos para celebrar a trajetória da Mariah, marcada por intensa atividade em projetos de resistência cultural e inclusão social junto aos movimentos sem-teto, feministas, de prostitutas, pela saúde pública, por um centro vivo e uma cidade efetivamente para todos.

A iniciativa é uma estratégia para arrecadar fundos e contribuir com Mariah em sua dura batalha contra o câncer. A exposição do acervo, a primeira na Galeria BijaRi, é uma oportunidade de reencontros, uma maneira de reconhecer os esforços de quem muito nos inspira e um jeito de contribuir com quem neste momento precisa de cuidados médicos e não pode trabalhar para cobrir suas despesas pessoais.

Somos gratos à Mariah por ter iniciado, em 2003, um processo de encontros transformadores dentro da ocupação Prestes Maia e pelo que significou para nós artistas, para os militantes, para as famílias sem-teto - e sobretudo para esta cidade - o desenvolvimento de uma grande mobilização artística e ativista que foi chamada Integração Sem Posse.
Faremos uma festa porque Mariah é alegria, provocação e irreverência. Por isto, no dia 07/02 teremos música, performances, comidas e bebidas, além de muita arte a preços acessíveis. Todo o valor arrecadado será revertido para o tratamento e despesas da Mariah.



Blog com informações e obras: 

http://artefemininoplural.blogspot.com/


Galeria Bijari:

Rua Padre João Gonçalves, 81 - Vila Madalena - São Paulo 

20100121

TUBO Arte Atack



Gabriel Rampone, apelidado como Turtle, faz com canetinha e muita expressividade, Tubos. Geralmente são usados para guardar projetos, mas a proposta é reutilizar de outras formas.
Já vi pessoas usando como luminária, outras como vaso de planta, aí depende da sua criatividade.





Formato:




Email para contato: gabrielrampone@gmail.com

20091229

Bloom Project Aldeinha

Reinterpretada com plantas e cores, uma antiga favela emerge na forma de obra de arte para rememorar a vida de seus moradores e ser um espaço de convívio e transformação social.
Esse cenário é o coração da maior megalópole da América Latina. São Paulo, bairro da Lapa. De um lado, a Marginal do Rio Tietê e a Ponte Júlio Mesquita Neto: é a Favela Aldeinha – com 17 mil metros quadrados.

Neste terreno foram plantadas algumas sementes de transformação. Um projeto socioambiental que pretende recuperar essa área por meio de uma obra de arte viva: um jardim de folhagens coloridas que vai reproduzir a planta original da favela – suas casas, ruas e becos – para fazer nascer ali um local de lazer e encontro entre as diferentes classes socioeconômicas de São Paulo.

O conceito da obra é do artista francês Jean Paul Ganem, conhecido pelo trabalho de landscape art realizado no interior da França, em aterros sanitários no Canadá e em pistas de aeroportos. "aqui a favela ainda está dentro da cidade e, no entanto, seus moradores são invisíveis. E eles querem ser vistos. Essa obra de arte vai rememorar as pessoas da Aldeinha e levar a classe média para dentro da favela, por meio de um único vetor: plantas”, diz Ganem.

O artista escolheu folhagens nativas que crescem o ano inteiro para compor toda a obra, e, na área que reproduz as moradias, vai usar 80% de grama colorida e 20% de pedras portuguesas retiradas durante uma reforma das calçadas da Avenida Paulista.

Educação ambiental, capacitação profissional, geração de renda e reinserção social constituem o cerne do projeto, encabeçado pela Brazimage Productions.

Para que mais gente possa participar dessa transformação foi criada a campanha Bloom Project Aldeinha, que permite que os cidadãos adquiram quotas no site www.bloomproject.org.br para acompanhar o processo de realização da obra e ao final quando esta estiver pronta receber uma foto fine art numerada e assinada pelo artista com uma tiragem de 17 mil cópias.

TRANSFORME VOCÊ TAMBÉM E PARTICIPE!

Site: http://www.bloomproject.org.br/
Flickr: BloomProject
Twitter: @bloomproject
Comunidade Orkut: Bloom Project Aldeinha

20091201

COMÉRCIO INTERNACIONAL DE ARMAS

    Journal intime d'un marchand de canons, que poderia ser traduzido como Diário íntimo de um vendedor de canhões é uma ficção de Philippe Vasset. O autor é jornalista. E já no Prefácio, adverte: "...por trás dessas histórias, se agita uma realidade globalizada, sobre a qual nada se sabe, ou quase nada. Apesar de ser ficção, todos os episódios aconteceram, os nomes e as datas são verídicos."
    Ao descrever uma série de ações para proteger segredos, o narrador cria um clima de romance de espionagem; exemplos: como catalogar nomes e endereços de clientes através de códigos, como destruir senhas de celulares comprados em países estrangeiros, como queimar papéis velhos sem chamar a atenção de vizinhos, papéis que contêm cadastros com dados de generais, almirantes, políticos, que servem de intermediários entre o vendedor e os responsáveis pelas compras (geralmente, também políticos e militares), papéis que contêm textos sobre as armas dos concorrentes... Isto porque os vendedores de armas (alguns, oficiais, outros, contrabantistas) correm riscos diante da espionagem industrial, da polícia dos serviços de inteligência de diversos países e dos jornalistas.
    Como clientes, é um vale-tudo inescrupuloso, sem bandeira, sem religião, e, principalmente, sem ideologia: a Etiópia comunista, a Sérvia em guerra, o mundo islâmico, Saddan Hussein, Hugo Chavez... E haja corrupção: Os militares que dão o parecer sobre as compras recebem suas quotas como "presentes". Às vezes, o próprio governo do país vendedor faz as doações, oficialmente. Ao longo do livro, percebe-se que o vendedor de armas não passa de um camelô. São os ministérios de defesa dos países vendedores que operam e resolvem tudo.

Vejamos dois casos citados com minúcia ao longo do livro:

O episódio do Conselheiro X.
    Saddan invadiu o Iran e pressionou a França sobre a entrega de Mirages F1, que já tinha adquirido. A França tentou adiar a entrega mas, sob pressão, liberou o primeiro lote em janeiro de 198l. O final só seria entregue 4 anos depois. Em agosto de 1982 Saddan exigiu a entrega do restante mas o ministro da defesa francês alugou ao Iraque 5 caças Étendard da marinha nacional, através de uma manobra comercial. Pilotos de caça franceses se tornariam conselheiros civis dos militares iraquianos, para instruir os aviadores.
    Um desses conselheiros é chamado de X, para proteção da identidade do militar francês. Os "alunos" iraquianos estavam com dificuldade de aprender o manejo de mísseis. O conselheiro vestiu uniforme iraquiano e fez disparos de demonstração para as autoridades militares. Tanto X quanto o narrador foram sequestrados e presos no Iraque. O narrador, enquanto vendedor, para garantir o sucesso das armas. E, durante três semanas, X, um cidadão francês, vestido de soldado iraquiano, fez parte da tropa de ataque, atirando mísseis contra o Iran.
Submarinos para Hugo Chavez.
    Por um embargo americano, a Venezuela não pode comprar armas dos Estados Unidos nem de países que usam peças americanas em suas armas. A Espanha estava negociando para equipar a marinha de guerra venezuelana mas em seus artefatos havia peças americanas. O caminho para a venda, assim, ficou livre para a França. Quando os Estados Unidos descobriram as negociações francesas, ameaçaram suspender a entrega de catapultas americanas para o segundo porta-aviões francês. Os vendedores franceses começam a presentear os militares venezuelanos, enquanto vão transcorrendo as negociações, observadas de perto pela instituição DCN (Direction des Construcions Navales - hoje DCNS). Num determinado momento, todo o processo é paralisado. Motivo: Se a França vendesse a Hugo Chavez todo o material pretendido, provocaria um desequilíbrio de forças na região. O responsável oficial francês apresenta os dados relativos a submarinos; Brasil: 4, do tipo Tupy; Peru: 6, U209; Argentina: 3, U209; Chile: 2 Scorpène e 2 U209 modificados. O poderio venezuelano, num possível confronto aberto com os Estados Unidos, poderia envolver a França por causa da fronteira venezuelana com território francês na Guiana Francesa.
As negociações foram, pois, suspensas.
    Poderíamos concluir desse fato que os países vendedores têm, dentro de suas regras de vale-tudo, uma outra regra maior, segundo a qual, são eles que determinam até onde um certo país pode se armar? Sabe-se que os 5 países que mais vendem armas não mundo (China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia- coloquei em ordem alfabética) são exatamente os 5 países que formam o Conselho de Segurança da Onu. Segurança de Quem? Não sei que lugar ocupa Israel nessa lista de vendedores.

    Em diversas partes do livro o autor faz menção ao filme O Senhor das Armas, de Andrew Niccol, por sentir-se semelhante ao protagonista, no aventuresco e na amoralidade. Tanto o livro quanto o filme padecem de um defeito congênito. Ambos são ficção baseada em dados reais. Não se pode deduzir que determinado fato seja verdadeiro, próximo do real ou apenas fantasia. Exemplo: no livro, o narrador revela que: "...Os vitrais da catedral de Doha (capital do Qatar), símbolo da tolerância religiosa do emirato, foram integralmente financiados pelos fabricantes de armas franceses." Até que ponto isto seria verdade? Teríamos então a imagem da fatalidade total: Deus e o Diabo de mãos dadas, trabalhando juntos para infernizar a vida dos habitantes do planeta.
    Quem tiver curiosidade para saber até onde vai a patologia, a delinquência e o poder de um vendedor de armas, consulte a Wikipedia, verbete Bazil Zaharoff: http://pt.wikipedia.org/wiki/Basil_Zaharoff.


Jorge Teles.

20091117

UTOPIAS PIRATAS, XIITAS FANÁTICOS IMAGINÁRIOS, PORNOGRAFIA TÂNTRICA


ALGUMAS IDÉIAS POÉTICO-TERRORISTAS QUE AINDA CONTINUAM EM TRISTE LANGUIDEZ NO REINO DA “ARTE CONCEITUAL”


1. Entre na área dos caixas eletrônicos do Citibank ou do Chembank numa hora de muito movimento, cague no chão & vá embora.

2. Chicago, Maio de 1886: organize uma procissão “religiosa” para os “mártires” do Haymarket – grandes faixas com retratos sentimentais coroados com flores & transbordando de fitas & lantejoulas, carregadas por penitentes vestidos em trajes com capuzes negros no estilo KKKatólico.

3. Cole em lugares públicos um cartaz xerocado com a foto de um lindo garoto de 12 anos, nu & se masturbando, com o título bem à vista: A FACE DE DEUS.

4. Envie elaboradas & requintadas “bênçãos” mágicas pelo correio, anonimamente, para as pessoas ou grupos que você admira, por sua capacidade política ou espiritual ou por seu sucesso no mundo do crime.

Dar voltas sem destino na velha picape, pescar & coletar alimentos, deitar na sombra lendo quadrinhos & comendo uvas – essa é a nossa Economia. A realidade das coisas quando libertas da Lei, cada molécula uma orquídea, cada átomo uma pérola para a consciência alerta – esse é o nosso culto. O Airstream tem tapetes persas em todas as suas paredes, a grama está cheia de ervas satisfeitas.
Detalhes completos podem ser obtidos na AAO

20091113

Convite - Intervenção Privadas

Vamos fazer a Intervenção da privada, explicação logo abaixo.
Montaremos amanhã, sábado 14 nov as 8 da manhã, e estamos convidando todos a fazer um piquenique na praça Mal. Cordeiro de Farias, lugar onde vai rolar a Intervenção, as 13 h.

Encontramos sete privadas nas caçambas de lixo em Santa Cecília, em três dias e 3 quarterões. Essas privadas vão ser as pétalas da flor.

O miolo vai ser um carretel de fio, com uma montagem de fotos das privadas nas caçambas de lixo, em cima.

Dentro das privadas vamos plantar hortaliças, ou seja, vamos fazer um horta dentro das privadas jogadas nas caçambas de lixo.

Objetivo é refletir sobre a reciclagem, que se fala muito e se faz muito pouco. E trabalhar com os símbolos: Será que você comeria uma hortaliça plantada no vaso sanitário, que você mesmo jogou no lixo?

Endereço:
Praça Mal. Cordeiro de Farias - Consolação, São Paulo - SP
Link do endereço da Intervenção

Meu telefone é (11) 6714.0400 , caso tenham alguma dúvida!

20091111

Elevado


choice
Originally uploaded by ANDRERATEL

Foto tirada por André Salerno com câmera reflex de película.

O Estrangeiro - Osgêmeos e Plasticiens Volants

Um dos personagens criado pelos gêmeos, vai deixar as paredes e "ganhar vida" em um corpo inflável com mais de 20 metros de altura. O bonecão estrela é um dos "atores" de "O Estrangeiro", espetáculo que o grupo francês Plasticiens Volants.

A apresentação começa em um painel, pintado em uma construção no Vale do Anhangabaú pelos gêmeos. Ao ficar pronto, o gigante ganha vida e sai andando em forma de boneco para contracenar com o resto da trupe. "O edifício que vai receber a imagem do boneco será demolido.

É a atividade que encerra o Ano França.Br.

Dias 12 e 13 de novembro, às 19:30.
Vale do Anhangabaú.

20091109

Banksy no Bristol Museum

A amostra Banksy vs Bristol Museum, foi inaugurada mês passado na cidade de Bristol, Inglaterra.
Banksy convida as pessoas a repensar os seus conceitos sobre arte através do estêncil. E como ele faz isso? Confrontando o caos, a transgressão e poluição visual das grandes cidades com o formalismo e a sobriedade dos museus.

Sociedade de consumo. Assim como muito artistas, ele utiliza o incômodo como fonte de inspiração, então no meio da década de noventa começaram a surgir nos muros de Bristol e Londres desenhos que quebravam a hipnose de preocupações tão comum em moradores das cidades grandes: Mickey Mouse e Ronald Mcdonald andavam de mão dadas com a famosa menina queimada por napalm; colegiais louvavam bolsas de supermercado, e por aí vai.

Os hábitos capitalistas e a temática non sense, de policias dançando ciranda, uma turma de crianças alegremente abraçada a mísseis, ratos vestindo a camiseta "I Love NYC" - um destes muros foi leiloado no E-Bay por mais de 400 mil libras.

Aos poucos seu trabalho começou a ser notado não apenas pela policia inglesa, mas pelo mainstream em 2003, com o convite do Blur para ilustrar a capa e o encarte do álbum Think That. A parte gráfica do álbum teve mais êxito do que a música em si. Em 2005, Banksy viajou por conta própria até à Cisjordânia, e realizou uma série de desenhos no recém erguido Muro da Segregação (que divide fisicamente a Palestina de Israel). Um dos desenhos é o de uma menina ganhando vôo graças a balões de gás. Ganhou as páginas de jornais do mundo inteiro.

Em 2009, no Bristol Museumo visitante depara com um policial da tropa de choque cavalgando em um pônei de brinquedo, atrás dele um enorme um enorme caminhão de sorvete pichado. As instalações - algo recente na sua carreira - são uma constante à medida que avança-se pelas salas, desorganizadas e provocativas, onde aparecem animais aprisionados que sonham com a liberdade - sobrou até para o simpático Piu Piu, que aparece triste e enrugado dentro da sua jaula. "Reinterpretações" foi o que Banksy fez com algumas das mais famosas expressões das artes visuais: David, de Michelangelo, com explosivos presos ao corpo; a deusa da justiça sem a sua tradicional venda, usando agora óculos assinado e no lugar da balança bolsas de compras; quadros pixados ou alterados pela publicidade.

Esta exposição propõem às pessoas repensarem a arte e, principalmente o local ande ela acontece: os museus. Pois trata-se de um espaço que em outros tempos tinha o objetivo de analisar a sociedade através de obras, e que agora muitas vezes não passa de um local de transações comercias, divididas em dois níveis: o primeiro é um circulo social fechado formado por curadores, críticos, colecionadores e artistas que realizam ali os suas transações. O segundo nível (ou sub-nível) é formado pelo grande público, que paga o valor da entrada para ver obras famosas de artistas famosos, para depois, na loja de souvenirs, ter a ótima oportunidade de adquirir o cinzeiro do Pablo Picasso, o porta lápis do Van Gogh, entre outros mimos.

Artista urbano que usa a internet para promover seu trabalho, sendo o Twitter um dos seus canais favoritos. Mas é impossível não relacionar Banksy com outro artista que reformulou os conceitos da sua época - Andy Warol -, mesmo que um gostasse muito de aparecer e o outro simplesmente não aparece; mesmo que ambos tenham surgido de escolas diferentes e usassem técnicas diferentes, eles se assemelham pelo simples fato que pouco usaram uma linguagem tão acessível às pessoas de sua geração, tendo o cotidiano como obra prima e as figuras do mundo capitalista como objeto de estudo.

Anonimato. Sem um rosto como alvo, fica difícil elaborar criticas dirigidas.


Banksy Versus Bristol Museum

13/jun - 31/ago. Gratuito.