20100203

Galeria Bijari - Acervo Mariah Leick

Arte no Feminino Plural e Galeria BijaRi convidam para a exposição do Acervo Mariah Leick. São obras de diversos artistas reunidos para celebrar a trajetória da Mariah, marcada por intensa atividade em projetos de resistência cultural e inclusão social junto aos movimentos sem-teto, feministas, de prostitutas, pela saúde pública, por um centro vivo e uma cidade efetivamente para todos.

A iniciativa é uma estratégia para arrecadar fundos e contribuir com Mariah em sua dura batalha contra o câncer. A exposição do acervo, a primeira na Galeria BijaRi, é uma oportunidade de reencontros, uma maneira de reconhecer os esforços de quem muito nos inspira e um jeito de contribuir com quem neste momento precisa de cuidados médicos e não pode trabalhar para cobrir suas despesas pessoais.

Somos gratos à Mariah por ter iniciado, em 2003, um processo de encontros transformadores dentro da ocupação Prestes Maia e pelo que significou para nós artistas, para os militantes, para as famílias sem-teto - e sobretudo para esta cidade - o desenvolvimento de uma grande mobilização artística e ativista que foi chamada Integração Sem Posse.
Faremos uma festa porque Mariah é alegria, provocação e irreverência. Por isto, no dia 07/02 teremos música, performances, comidas e bebidas, além de muita arte a preços acessíveis. Todo o valor arrecadado será revertido para o tratamento e despesas da Mariah.



Blog com informações e obras: 

http://artefemininoplural.blogspot.com/


Galeria Bijari:

Rua Padre João Gonçalves, 81 - Vila Madalena - São Paulo 

20100128

natal Itaú


natal Itaú
Originally uploaded by ANDRERATEL
Tarde de Natal na avenida Paulista. Foto do presépio montado em frente ao Itaú Personnalité.

Campus Party Brasil. Está rolando...

    ... de 25 a 31 de jan/10.

   Campus Party é considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo. Um encontro anual realizado desde 1997, que reúne, durante sete dias, milhares de participantes com seus computadores com a finalidade de compartilhar conhecimento, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.
    Os participantes da Campus Party mudam-se com seus computadores, malas e barracas para dentro das instalações do evento. Lá encontram uma completa infra-estrutura de serviços, lazer, higiene, segurança, alimentação e, principalmente, tecnologia. Durante uma semana a Campus Party transforma-se na casa de todos.
    Participam do evento estudantes, professores, cientistas, jornalistas, pesquisadores, artistas, empresários e curiosos. A Campus Party é o ponto de encontro de todas as tribos que atuam nas redes sociais da Internet com as empresas e as administrações públicas.
    É um público composto por líderes das redes sociais e comunidades on line extremamente ativas na sociedade em rede, com enorme poder de formar opinião e criar tendências. Um público de vanguarda, trendsetter, que antecipa o futuro da nova economia e os caminhos da tecnologia da informação.

20100121

TUBO Arte Atack



Gabriel Rampone, apelidado como Turtle, faz com canetinha e muita expressividade, Tubos. Geralmente são usados para guardar projetos, mas a proposta é reutilizar de outras formas.
Já vi pessoas usando como luminária, outras como vaso de planta, aí depende da sua criatividade.





Formato:




Email para contato: gabrielrampone@gmail.com

20091229

Bloom Project Aldeinha

Reinterpretada com plantas e cores, uma antiga favela emerge na forma de obra de arte para rememorar a vida de seus moradores e ser um espaço de convívio e transformação social.
Esse cenário é o coração da maior megalópole da América Latina. São Paulo, bairro da Lapa. De um lado, a Marginal do Rio Tietê e a Ponte Júlio Mesquita Neto: é a Favela Aldeinha – com 17 mil metros quadrados.

Neste terreno foram plantadas algumas sementes de transformação. Um projeto socioambiental que pretende recuperar essa área por meio de uma obra de arte viva: um jardim de folhagens coloridas que vai reproduzir a planta original da favela – suas casas, ruas e becos – para fazer nascer ali um local de lazer e encontro entre as diferentes classes socioeconômicas de São Paulo.

O conceito da obra é do artista francês Jean Paul Ganem, conhecido pelo trabalho de landscape art realizado no interior da França, em aterros sanitários no Canadá e em pistas de aeroportos. "aqui a favela ainda está dentro da cidade e, no entanto, seus moradores são invisíveis. E eles querem ser vistos. Essa obra de arte vai rememorar as pessoas da Aldeinha e levar a classe média para dentro da favela, por meio de um único vetor: plantas”, diz Ganem.

O artista escolheu folhagens nativas que crescem o ano inteiro para compor toda a obra, e, na área que reproduz as moradias, vai usar 80% de grama colorida e 20% de pedras portuguesas retiradas durante uma reforma das calçadas da Avenida Paulista.

Educação ambiental, capacitação profissional, geração de renda e reinserção social constituem o cerne do projeto, encabeçado pela Brazimage Productions.

Para que mais gente possa participar dessa transformação foi criada a campanha Bloom Project Aldeinha, que permite que os cidadãos adquiram quotas no site www.bloomproject.org.br para acompanhar o processo de realização da obra e ao final quando esta estiver pronta receber uma foto fine art numerada e assinada pelo artista com uma tiragem de 17 mil cópias.

TRANSFORME VOCÊ TAMBÉM E PARTICIPE!

Site: http://www.bloomproject.org.br/
Flickr: BloomProject
Twitter: @bloomproject
Comunidade Orkut: Bloom Project Aldeinha

20091201

COMÉRCIO INTERNACIONAL DE ARMAS

    Journal intime d'un marchand de canons, que poderia ser traduzido como Diário íntimo de um vendedor de canhões é uma ficção de Philippe Vasset. O autor é jornalista. E já no Prefácio, adverte: "...por trás dessas histórias, se agita uma realidade globalizada, sobre a qual nada se sabe, ou quase nada. Apesar de ser ficção, todos os episódios aconteceram, os nomes e as datas são verídicos."
    Ao descrever uma série de ações para proteger segredos, o narrador cria um clima de romance de espionagem; exemplos: como catalogar nomes e endereços de clientes através de códigos, como destruir senhas de celulares comprados em países estrangeiros, como queimar papéis velhos sem chamar a atenção de vizinhos, papéis que contêm cadastros com dados de generais, almirantes, políticos, que servem de intermediários entre o vendedor e os responsáveis pelas compras (geralmente, também políticos e militares), papéis que contêm textos sobre as armas dos concorrentes... Isto porque os vendedores de armas (alguns, oficiais, outros, contrabantistas) correm riscos diante da espionagem industrial, da polícia dos serviços de inteligência de diversos países e dos jornalistas.
    Como clientes, é um vale-tudo inescrupuloso, sem bandeira, sem religião, e, principalmente, sem ideologia: a Etiópia comunista, a Sérvia em guerra, o mundo islâmico, Saddan Hussein, Hugo Chavez... E haja corrupção: Os militares que dão o parecer sobre as compras recebem suas quotas como "presentes". Às vezes, o próprio governo do país vendedor faz as doações, oficialmente. Ao longo do livro, percebe-se que o vendedor de armas não passa de um camelô. São os ministérios de defesa dos países vendedores que operam e resolvem tudo.

Vejamos dois casos citados com minúcia ao longo do livro:

O episódio do Conselheiro X.
    Saddan invadiu o Iran e pressionou a França sobre a entrega de Mirages F1, que já tinha adquirido. A França tentou adiar a entrega mas, sob pressão, liberou o primeiro lote em janeiro de 198l. O final só seria entregue 4 anos depois. Em agosto de 1982 Saddan exigiu a entrega do restante mas o ministro da defesa francês alugou ao Iraque 5 caças Étendard da marinha nacional, através de uma manobra comercial. Pilotos de caça franceses se tornariam conselheiros civis dos militares iraquianos, para instruir os aviadores.
    Um desses conselheiros é chamado de X, para proteção da identidade do militar francês. Os "alunos" iraquianos estavam com dificuldade de aprender o manejo de mísseis. O conselheiro vestiu uniforme iraquiano e fez disparos de demonstração para as autoridades militares. Tanto X quanto o narrador foram sequestrados e presos no Iraque. O narrador, enquanto vendedor, para garantir o sucesso das armas. E, durante três semanas, X, um cidadão francês, vestido de soldado iraquiano, fez parte da tropa de ataque, atirando mísseis contra o Iran.
Submarinos para Hugo Chavez.
    Por um embargo americano, a Venezuela não pode comprar armas dos Estados Unidos nem de países que usam peças americanas em suas armas. A Espanha estava negociando para equipar a marinha de guerra venezuelana mas em seus artefatos havia peças americanas. O caminho para a venda, assim, ficou livre para a França. Quando os Estados Unidos descobriram as negociações francesas, ameaçaram suspender a entrega de catapultas americanas para o segundo porta-aviões francês. Os vendedores franceses começam a presentear os militares venezuelanos, enquanto vão transcorrendo as negociações, observadas de perto pela instituição DCN (Direction des Construcions Navales - hoje DCNS). Num determinado momento, todo o processo é paralisado. Motivo: Se a França vendesse a Hugo Chavez todo o material pretendido, provocaria um desequilíbrio de forças na região. O responsável oficial francês apresenta os dados relativos a submarinos; Brasil: 4, do tipo Tupy; Peru: 6, U209; Argentina: 3, U209; Chile: 2 Scorpène e 2 U209 modificados. O poderio venezuelano, num possível confronto aberto com os Estados Unidos, poderia envolver a França por causa da fronteira venezuelana com território francês na Guiana Francesa.
As negociações foram, pois, suspensas.
    Poderíamos concluir desse fato que os países vendedores têm, dentro de suas regras de vale-tudo, uma outra regra maior, segundo a qual, são eles que determinam até onde um certo país pode se armar? Sabe-se que os 5 países que mais vendem armas não mundo (China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia- coloquei em ordem alfabética) são exatamente os 5 países que formam o Conselho de Segurança da Onu. Segurança de Quem? Não sei que lugar ocupa Israel nessa lista de vendedores.

    Em diversas partes do livro o autor faz menção ao filme O Senhor das Armas, de Andrew Niccol, por sentir-se semelhante ao protagonista, no aventuresco e na amoralidade. Tanto o livro quanto o filme padecem de um defeito congênito. Ambos são ficção baseada em dados reais. Não se pode deduzir que determinado fato seja verdadeiro, próximo do real ou apenas fantasia. Exemplo: no livro, o narrador revela que: "...Os vitrais da catedral de Doha (capital do Qatar), símbolo da tolerância religiosa do emirato, foram integralmente financiados pelos fabricantes de armas franceses." Até que ponto isto seria verdade? Teríamos então a imagem da fatalidade total: Deus e o Diabo de mãos dadas, trabalhando juntos para infernizar a vida dos habitantes do planeta.
    Quem tiver curiosidade para saber até onde vai a patologia, a delinquência e o poder de um vendedor de armas, consulte a Wikipedia, verbete Bazil Zaharoff: http://pt.wikipedia.org/wiki/Basil_Zaharoff.


Jorge Teles.

20091117

UTOPIAS PIRATAS, XIITAS FANÁTICOS IMAGINÁRIOS, PORNOGRAFIA TÂNTRICA


ALGUMAS IDÉIAS POÉTICO-TERRORISTAS QUE AINDA CONTINUAM EM TRISTE LANGUIDEZ NO REINO DA “ARTE CONCEITUAL”


1. Entre na área dos caixas eletrônicos do Citibank ou do Chembank numa hora de muito movimento, cague no chão & vá embora.

2. Chicago, Maio de 1886: organize uma procissão “religiosa” para os “mártires” do Haymarket – grandes faixas com retratos sentimentais coroados com flores & transbordando de fitas & lantejoulas, carregadas por penitentes vestidos em trajes com capuzes negros no estilo KKKatólico.

3. Cole em lugares públicos um cartaz xerocado com a foto de um lindo garoto de 12 anos, nu & se masturbando, com o título bem à vista: A FACE DE DEUS.

4. Envie elaboradas & requintadas “bênçãos” mágicas pelo correio, anonimamente, para as pessoas ou grupos que você admira, por sua capacidade política ou espiritual ou por seu sucesso no mundo do crime.

Dar voltas sem destino na velha picape, pescar & coletar alimentos, deitar na sombra lendo quadrinhos & comendo uvas – essa é a nossa Economia. A realidade das coisas quando libertas da Lei, cada molécula uma orquídea, cada átomo uma pérola para a consciência alerta – esse é o nosso culto. O Airstream tem tapetes persas em todas as suas paredes, a grama está cheia de ervas satisfeitas.
Detalhes completos podem ser obtidos na AAO